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  • Ivan Kleber

MP PEDE AFASTAMENTO DE PREFEITA INTERINA DE LUZIÂNIA

MP PEDE AFASTAMENTO DE PREFEITA INTERINA DE LUZIÂNIA



 O Ministério Público de Goiás (MP-GO) pediu, nesta quinta-feira (30), o afastamento da prefeita interina de Luziânia, Edna Aparecida Alves dos Santos. Segundo o órgão, a gestora estaria utilizando o site e as redes sociais oficiais da prefeitura para autopromover-se, visto que é pré-candidata à prefeitura nas eleições deste ano.


Na ação civil pública (ACP) por ato de improbidade administrativa, o promotor de Justiça Julimar Alexandro da Silva alega que, desde fevereiro, quando Edna assumiu a gestão no lugar de Cristóvão Tormin, passou a fazer divulgações de atividades rotineiras do cargo nas redes sociais e site do município “em evidente ato de autopromoção”.


Em março, o MP já havia expedido recomendação como forma de advertência para que a “propaganda autopromocional” com o uso da máquina pública fosse cessada. Contudo, segundo o promotor, a prefeita continuou com a autopromoção, em atitude ainda mais danosa por ser ano eleitoral e com a iminente candidatura de Edna à chefia do Executivo municipal.


Para Julimar Alexandro, a prefeita interina violou o princípio da imparcialidade ao utilizar, indevidamente, das ações realizadas na gestão como enaltecimento pessoal. Ele ressaltou, ainda, que a publicidade feita por Edna não tem fins educacionais, informativos ou de orientação social, mas, “tão somente, de favorecimento pessoal de sua imagem”.


Bloqueio de bens


Além do afastamento do cargo, o promotor requereu o bloqueio de bens móveis e imóveis da prefeita, bem como a quebra de sigilo bancário e fiscal, visando garantir eventual ressarcimento de prejuízos ao erário. Edna terá de apresentar, em 10 dias, todas as postagens realizadas nos perfis oficiais do município e também pessoais.


O pedido de liminar ainda inclui a remoção imediata fotos, nomes, cores, símbolos ou imagens que configurem promoção pessoal da prefeita. Em caso de descumprimento, ela terá de pagar multa diária no valor de R$ 10 mil.


O Mais Goiás procurou a prefeitura, por email, para comentar o caso, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço está aberto para manifestação.

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