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  • Ivan Kleber

MALDADE NO METRÔ DF




Nesta sexta-feira (14/5) rapaz recebe um mata-leão por trás e é jogado ao chão sendo retirado a força do metrô no DF Passageiros que acompanham a cena pedem para o segurança parar.


Pai de três filhos, de 10 e 6 anos, e de um bebê de 6 meses, Rafael da Cruz Santos, 31, mora há três meses na capital e, todos os dias, recita poesias nos vagões dos trens.


Durante a ação, Rafael diz a todo instante aos seguranças que não é bandido e diz que está sendo agredido. Revoltados, os passageiros gritam para que os servidores o soltem. “Não faz isso com ele”, diz uma mulher, Rafael contou que estava na Estação Feira do Guará quando saiu de um vagão e ia passar para outro e continuar recitando poesias, como faz diariamente. “A porta estava quase fechando e coloquei minha mão para não fechar. Foi quando eles viram e me impediram.


Falei que não ia sair do vagão, que não tinha motivos, mas eles me pegaram à força”, detalhou.


Morador de Samambaia Norte, Rafael atua como artista de rua e cria poemas para recitá-los e tirar a renda, que sustenta a mulher e os três filhos pequenos. “Trabalho como um funcionário público. Todos os dias começo cedo. É minha forma de sobrevivência. Nessa pandemia, piorou muito, mas estamos lutando”, afirmou. O rapaz conta que está traumatizado com o ocorrido e pensa se vai ou não voltar a recitar as poesias nos vagões.


“Tenho medo deles me pegarem e me jogarem em uma salinha, onde ninguém esteja vendo, e fazer o mal. Dá medo de morrer.”


O artista criticou, ainda, a forma de abordagem dos seguranças e apontou despreparo profissional. “Já sou conhecido por muita gente no metrô, porque faço isso todos os dias. Não incomodo ninguém. Estou ali trabalhando”, finalizou.

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