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  • Ivan Kleber

JORNALISTA É DEMITIDA DA GLOBO, APÓS DENUNCIAR CHEFE POR ASSÉDIO




A jornalista Ellen Ferreira esperava retornar ao trabalho na Rede Amazônica, afiliada da TV Globo em Roraima, após cerca de 20 dias afastada por ter contraído a covid-19. Para sua infeliz surpresa, foi recepcionada nesta sexta-feira (24) na emissora com o aviso de sua demissão.

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Ellen, que chegou até a apresentar o “Jornal Nacional” em outubro do ano passado —durante um rodízio de jornalistas do país todo feito em comemoração dos 50 anos do telejornal— não se convenceu com a justificativa da emissora de reformulação da equipe. Ela acredita estar sendo vítima de perseguição, por ter denunciado o comportamento de um ex-chefe de jornalismo do canal, Edison Castro.

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Afiliadas são canais que, por contrato, retransmitem a programação da TV Globo em outras regiões do país que não sejam São Paulo, Rio, Minas, Brasília e Nordeste, que pertencem de fato à emissora. Têm, portanto, outros donos.

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“Óbvio que o que aconteceu foi uma perseguição. Eu estava havia uns três meses, junto com outros funcionários, levando para o Sindicato dos Jornalistas do estado e para o Ministério Público do Trabalho situações graves de assédio sexual e moral que enfrentamos lá dentro. Situações vexatórias, de racismo, homofobia, gordofobia. Ele é um psicopata” disse ela.

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A jornalista conta que o comportamento de Edison não era novidade para quem trabalhou com ele. Ela afirma ter conversado com funcionários de afiliadas da Globo em Goiás, em Tocantins e no Maranhão, por onde ele também tinha passado, e ouviu relatos semelhantes.

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Teve uma apresentadora em Tocantins que tentou se matar pelo assédio que sofreu. Ele obrigava uma outra funcionária a tomar remédios tarja preta, porque ela era gorda. Ele não era profissional. Tinha gente que queria bater nele na rua! Resolvemos ir atrás dos nossos direitos.

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Ellen conta que se sentiu oprimida e humilhada por Edison diversas vezes e que precisou buscar tratamentos contra ansiedade e depressão pela convivência com o ex-chefe. Ela afirma que chegou a procurar o próprio Ali Kamel, diretor geral de jornalismo da TV Globo, para denunciar o caso

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