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  • Ivan Kleber

EM VALPARAÍSO, SEQUESTRO E "ADOÇÃO A BRASILEIRA"




Um caso inusitado chamou a atenção da Polícia Civil (PC) em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Uma mulher foi à delegacia para denunciar que a filha havia sido roubada pela babá, mas a corporação descobriu que a suposta sequestradora era a mãe biológica da criança.


De acordo com o delegado Freitas Júnior, o caso aconteceu na última quarta-feira (18). A denunciante, que seria a patroa, teria ido à delegacia para falar que a babá teria sequestrado a sua filha, de cinco meses. Após isso, a corporação começou a fazer um levantamento de dados e endereço para encontrar a suposta sequestradora.


“Nós chegamos num endereço que fica em Ceilândia Sul, no Distrito Federal. Em conversa com os familiares da babá, eles nos revelaram que ela tinha acabado de dar à luz a uma criança. Isso nos chamou a atenção, já que, qual seria o motivo de uma mulher que acabara de ter uma filha pequena, estar sequestrando outra?”, disse.


O delegado então solicitou a foto da babá e da criança para familiares e também solicitou para a denunciante. Quando recebeu os arquivos, veio a surpresa: se tratava da mesma criança. Com isso, a mulher então revelou que não era mãe biológica da criança e que tinha feito um método conhecido como “adoção à brasileira”, que é quando a adoção acontece sem passar pelos trâmites legais.


“As investigações estão no início e ainda temos muita coisa para apurar. Um outro ponto que nos chamou atenção foi a criança ter sido registrada em uma certidão falsa com o nome da denunciante. O papel é o mesmo[utilizado nas originais]. Se isso ficar comprovado, elas também podem responder por falsidade ideológica”, explica.


A criança ficou aos cuidados do Conselho Tutelar da cidade e aguarda a decisão judicial para saber quem ficará responsável pelo recém-nascido.


As mulheres vão responder o processo em liberdade. Vale lembrar que a “adoção à brasileira’ é um crime previsto no artigo 242 do Código Penal. Em caso de condenação, a pena pode chegar a seis anos de prisão.

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