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  • Ivan Kleber

Covid-19: sete bares do DF foram interditados por promover aglomerações




Os números são do balanço de outubro, divulgado pela Vigilância Sanitária. Ao todo, 574 estabelecimentos foram inspecionados


Na tentativa de evitar que bares e restaurantes do DF promovam festas e eventos com aglomerações, proibidos por por decreto e na contramão do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS) quando o assunto é o combate à disseminação do novo coronavírus, a Vigilância Sanitária do Distrito Federal interditou sete estabelecimentos do tipo só em outubro.



De acordo com o balanço da entidade, que mantém ações ostensivas em todo o DF, só no mês passado, 574 estabelecimentos foram vistoriados. Desses, 28 acabaram autuados. As aglomerações continuam proibidas, mas, segundo a instituição, denúncias de festas lotadas e de desrespeito às medidas preventivas não param de chegar.



“O que temos visto são bares e restaurantes que, durante o dia, seguem todos os protocolos, mas à noite desrespeitam às regras”, alerta André Godoy, diretor substituto da Vigilância Sanitária.


Segundo o chefe do órgão vinculado à Secretaria de Saúde, os estabelecimentos, durante a noite, “não mantêm o distanciamento necessário entre as mesas, não orienta os clientes quanto ao uso de máscara, reserva um espaço como pista de dança e, desta forma, acabam promovendo aglomerações e desrespeito às normativas”.



Godoy ainda argumenta que “a redução dos casos de Covid-19 não pode ser uma justificativa para o afrouxamento das medidas individuais e coletivas de prevenção à doença”.


No início de outubro, o Governo do Distrito Federal (GDF) derrubou a restrição de clientes por mesa em bares e restaurantes, além de ampliar os horários de funcionamento do comércio de rua, shoppings e centros comerciais do DF.


No entanto, ainda há medidas a serem seguidas. Conforme o Decreto nº 40.939, de 02 de julho de 2020, comércios dessa natureza devem funcionar com 50% da capacidade autorizada no alvará de regulamentação, garantir distância mínima de dois metros entre as mesas, fornecer máscara de proteção aos funcionários e exigir o uso pelos clientes, além de disponibilizar álcool em gel 70% e aferir a temperatura.

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